Cinco pessoas de uma mesma família
foram encontrados mortos na casa da família, no bairro de Brasilândia, Zona Norte
de São Paulo, na tarde dessa segunda-feira (5/8). A polícia encontrou o casal
de policiais militares Luis Marcelo Pesseghini e Andreia Regine Bovo
Pesseghini, 36 anos, o filho deles, Marcelo Eduardo, de 13 anos, além da
mãe e da tia de Andreia, de 65 e 55 anos, respectivamente.
De acordo com o comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, há fortes indícios de que o filho do casal de policiais, Marcelo, seja o autor dos homicídios. Em entrevista ao SPTV da TV Globo, Meira afirmou que a polícia teve acesso a gravações que mostram uma pessoa estacionando o carro de Andréia, por volta de 1h, próximo à escola que o filho do casal estudava, na rua Professor João Machado na Freguesia do Ó. Às 6h30, uma pessoa saiu do carro com uma mochila em direção à escola do garoto. A mochila que aparece nas imagens é a mesma que Marcelo usou na aula segunda-feira.
Ainda segundo a polícia, a arma usada no crime era de Andreia e os disparos teriam sido feitos por uma pessoa canhota, como Marcelo. Uma testemunha contou à polícia que deu carona ao filho do casal depois da aula. O menino teria pedido para o motorista não buzinar, pois Luis estava dormindo.
A Polícia Militar não trabalha com a possibilidade de vingança ou ataque, pois, segundo Meira, não há sinais de arrombamento e nenhum bem da família foi levado.
Luis Marcelo era sargento da Ronda Ostensiva Tobias Aguiar (Rota), conhecida como a “tropa de elite” da polícia paulista. A Polícia Militar de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública estão investigando a chacina. Indícios preliminares coletados na casa da família fizeram os investigadores afastarem a possibilidade de um ataque.
Uma pistola com cinco balas deflagradas foi encontrada embaixo do corpo do menino, que morreu com um tiro na cabeça. Uma mochila com material escolar e outra arma foi encontrada na parte externa da casa. A professora dele chegou a postar no Facebook que esteve com o Marcelo Eduardo no dia do crime.
A polícia foi até a casa das vítimas depois de ter estranhado a ausência da policial no serviço. O sargento da Rota estaria de folga, e colegas de trabalho de um "bico" que ele fazia também estranharam sua falta ao trabalho.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Além de perícias e exames residuográficos, os corpos das vítimas também serão submetidos a análises toxicológicas, já que existe a possibilidade de a família ter sido dopada antes de morrer.
Com informações do Diário de Pernambuco
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