Em
entrevista à Rádio CBN, na manhã desta sexta-feira, o secretário de Segurança
do Rio, do Rio, José Mariano Beltrame, disse ser a favor de repensar a
desmilitarização da Polícia Militar. A discussão veio à tona com as recentes
manifestações ocorridas no Rio, quando foram feitas denúncias de abuso por
parte de PMs. Beltrame acredita que a medida pode ser boa, mas é necessário que
ela seja discutida.

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Eu acho particularmente que a desmilitarização tem que ser muito bem
esclarecida. Vai desmilitarizar e criar uma Polícia Civil? Ou vai
desmilitarizar e criar outra polícia, num regime tipo Guarda Municipal? O que
se quer realmente? São a essas questões que temos que ficar atentos. Se for só
uma questão de acabar com patentes, poder ser feito. Eu não vejo problema em desmilitarizar.
Acho que pode ser uma boa medida desde que se escolha como se vai trabalhar
isso - disse.
Ele
citou a polícia chilena como exemplo. De acordo com Beltrame, a polícia chilena
tem um regulamento militar, mas os policiais tem outra formação, obtida com
cursos, aperfeiçoamento e universidades.
Beltrame
também negou o desgaste das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) por causa
dos episódios de violência - como os recentes ataques às unidades do AfroReggae
nos complexos do Alemão e da Penha, ambos na Zona Norte do Rio.
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Tem 231 comunidades atendidas (por UPPs) que eu não viu dizer que vivem num céu
maravilhoso, mas vivem muito melhor que antes - disse o secretário, que
garantiu que a Secretaria de Segurança monitora a migração de traficantes das
áreas ocupadas para o interior do estado.
Segundo
Beltrame, o processo de pacificação chegará a municípios da Região
Metropolitana - como Niterói e São Gonçalo - mas ainda não há previsão de
quando isso acontecerá:
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Eles (os moradores) não verão uma ação pirotécnica, só para calar a boca. Não
vou enganar mandando homens para no dia seguinte tirá-los.
Sobre
o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, morador da Favela da Rocinha,
Beltrame disse que, caso seja comprovada a participação de PMs da UPP no caso,
os policiais “estarão na rua”:
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Se houver esse convencimento, eles já estarão na rua. E além disso, responderão
ao Tribunal de Justiça. Nossa luta é afastar o que especulação e o que é
verdade. Não temos interesse em protelar isso.
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